
Conseguir a dupla cidadania italiana é um objetivo de muita gente que deseja mais liberdade, oportunidades e conexão com suas raízes. Mas antes de iniciar o processo, é essencial saber quais documentos são realmente necessários. Isso evita retrabalho e torna tudo mais rápido e organizado.
O ponto de partida é provar que você tem direito à cidadania “jure sanguinis”, ou seja, por descendência. Para isso, você precisa reunir documentos que comprovem a linha de sangue entre você e seu antepassado italiano. O primeiro deles é a certidão de nascimento do antenato italiano, também conhecida como estratto dell’atto di nascita. Sem ela, não é possível começar.
A partir daí, você terá que juntar todas as certidões de nascimento, casamento e óbito dos descendentes em linha direta — do italiano até você. Essas certidões devem estar completas, em formato inteiro teor, e precisam passar por traduções juramentadas e apostilamento.
Outro documento muito importante é a certidão negativa de naturalização (CNN) do seu antepassado italiano. Esse documento comprova que ele não se naturalizou brasileiro antes de ter filhos, garantindo que o direito à cidadania foi transmitido. A CNN é emitida no Brasil pela Justiça Federal.
Também costumam ser solicitados documentos pessoais atualizados, como RG, comprovante de residência e, em alguns casos, certidões de estado civil. Se houver divergências de nomes ou datas nas certidões, será necessário pedir retificações para evitar problemas durante a análise.
Organizar esses documentos pode levar tempo, mas é um passo essencial para garantir que seu processo de cidadania seja aceito sem complicações. Com tudo em mãos, você fica muito mais perto de ter seu reconhecimento como cidadão italiano e abrir portas para estudar, trabalhar e viver em toda a União Europeia.

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